Festival do Rio 2013 - Dia 29/09 » Comentários

por Victor Nascimento | 02 out 2013

"Bastardos", "Michael Kohlhaas", "As Lágrimas", "Vosso Ventre" e "Hawaii".


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Em mais um dia de festival, apresentamos mais cinco filmes.

Bastardos

Bastardos -

O tipo de filme que pretendia ser muito maior do que de fato é. Um enredo promissor que não entrega perto do que promete! Não por ser lento. Mais pelo fato da montagem e direção não serem eficientes.

Diretor(a): Claire Denis

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Michael Kohlhaas

Michael Kohlhaas -

Agradável, porém um tanto quanto sem ritmo. Em um momento em que vários países entram em conflito com seus respectivos governos, as questões da justiça e o limite da busca pela mesma se fazem cada vez mais necessários de discussão, por isso, uma estória eficiente, entretanto, não cativa o público por sua (falta de) ação e carência de um enredo mais amarrado.

Diretor(a): Arnaud des Pallières

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As Lágrimas

As Lágrimas -

Na cena logo após a abertura vemos o irmão mais novo, Gabriel, lendo um livro de “Onde vivem os Monstros”, o que já deixa claro que o menino não é feliz em casa e não demoramos muito a entender o porquê.

Sua busca incansável por um pouco de afeto e atenção de sua mãe e irmão mais velho o tornam digno de pena, mas o acampamento que os irmãos fazem juntos proporciona uma verdadeira reflexão sobre laços familiares. Gabriel tem o papel de questionar o óbvio que os adultos já esqueceram. Fernando, por sua vez, se autodestrói, mas reencontra no irmão os valores que realmente importam.

Diretor(a): Pablo Delgado

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Vosso Ventre

Vosso Ventre -

Filme que deveria ser o foco em festivais só por sua nacionalidade, mas não se demora muito a perceber que a produção tem outros trunfos como a fotografia, paisagens lindíssimas, exposição de uma cultura quase completamente desconhecida pela maioria no Brasil, seu enredo – muito embora lento – e sim, as interpretações que parecem tão naturais que poderia ser classificado como neorrealista. Uma experiência.

Diretor(a): Brillante Mendoza

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Hawaii

Hawaii -

Um conto de fadas gay como muito outros que vêm surgindo há, pelo menos, uma década, mas o longa ganha no ponto de termos dois homens reais. Belos, mas com seus pequenos “defeitos”. Do tipo que não vemos em comerciais de cuecas.

Como dito pelo próprio diretor, “Hawaii” tem uma certa conexão com seus dois longas anteriores, “Lado B” e “Ausente”, o que pode deixar algumas questões sem resposta, mas nada que seja prejudicial ao julgamento do filme que, de certa forma, explora o fato de que muitos de nós ficamos mais covardes pro amor ao passar dos anos.

Talvez o mesmo peque na duração - desnecessariamente longa demais, o que faz pensar que se estabeleceu um padrão de qualidade, onde filmes considerados bons não tivessem menos de 2 horas – quando poderia se tornar mais interessante sendo mais curto, mas, ainda assim, dá o gosto aos homossexuais de, mais uma vez, se sentirem representados em filmes de amor.

Diretor(a): Marco Berger

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