Festival do Rio 2013 - Dia 02/10 » Comentários

por Victor Nascimento | 09 out 2013

Três filmes brasileiros: "Até o Céu Leva Mais ou Menos 15 minutos", "Cidade de Deus - 10 anos depois" e "Tatuagem"


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Três filmes brasileiros são os escolhidos do dia. Confira abaixo.

Até o Céu Leva Mais ou Menos 15 minutos

Até o Céu Leva Mais ou Menos 15 minutos -

Uma ideia simples e efetiva, mas o curta de 13 minutos está mais pra um vídeo de sucesso no YouTube do que, de fato, um filme. Se for pra filosofar, podemos concluir que o vídeo é um retrato do quão trabalhoso pode ser cuidar de crianças pequenas ou até mesmo que as mães não têm mais pulso como antes. Mas sem enganos: a intenção era apenas mães mostrarem o quão engraçadinhos são seus filhos, mesmo irritados.o convencem. Um filme sessão da tarde pra adultos.

Diretor(a): Camila Battistetti

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Cidade de Deus - 10 anos depois

Cidade de Deus - 10 anos depois -

Cidade de Deus”, ninguém pode discordar, ficará pra sempre na história do cinema brasileiro. Embora audacioso, não se esperava tamanha qualidade técnica e tesão num mesmo filme. Melhor, não se esperava que o resto do mundo iria comprar a mesma ideia.

10 anos depois, o documentário, em parte, é mais uma ferramenta pra mostrar como os atores envolvidos no ícone estão no momento. Nada muito investigativo, entretanto, interessante do ponto de informação sobre as negociações feitas pra projetos do tamanho que, mesmo quando justos, os contratados não estão verdadeiramente cientes da grandeza e significado das produções.

Um filme de nostalgia pessoal e assuntos mal resolvidos.

Diretor(a): Cavi Borges, Luciano Vidigal

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Tatuagem

Tatuagem -

Por maior dedicação que se pode ter, fazer um filme, no geral, não é simples. É preciso tempo de pesquisa, pré-produção planejada, cronograma preciso e montagem atenta, então, provavelmente, terá uma produção com técnica competente. Hilton Lacerda conseguiu isso e também aquilo que não se explica, a alma. “Tatuagem” é definido, erroneamente, como um filme sobre um romance entre um artista da contracultura pernambucana e um soldado do exército, embora seja uma parte explorada, é verdade, mas mesmo assunto polêmico que isso possa ser, é muito maior do que “simplesmente” uma estória de amor.

1978. Ao fazer um favor pra sua namorada, o soldado Fininha (Jesuíta Barbosa) conhece o líder da trupe teatral Chão de Estrelas Cinho (Irandhir Santos, estelar) através de Paulete – o excelente Rodrigo García -, seu cunhado. De cara, já se interessam um pelo outro e começam um romance, o que passa a ser um período de descobertas para o jovem que, embora tímido, não foge dos seus desejos.

Além de uma grande – e de rica pesquisa – homenagem à contracultura da época, o longa é questionador em vários aspectos, parecendo surreal que o jovem de 35 anos atrás lutasse pelo que se exige agora e, ainda mais, de forma melhor pensada, indo desde questionamentos religiosos até as fronteiras do corpo e do desejo ao explorar de quase todo o elenco a naturalidade da nudez entre íntimos

Por ser um filme de resistência, foi mesmo irônico quando um protesto que acabou em violência no último dia 01 no centro do Rio impediu a estreia do filme no Festival no cinema sede do mesmo, Odeon, o que, para o próprio Hilton, seja altamente justificado. O diretor acredita que seu filme deveria ser exibido em praça pública.

Possuidor de um ritmo e energia extremamente peculiares, a produção ganha pela dedicação de toda a equipe à ideia de um homem ainda disposto a ser sincero com sua própria construção, segurando o cinema brasileiro por, talvez, mais um período de produções de baixo orçamento e de alto nível.

Diretor(a): Hilton Lacerda

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