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Sicario: Terra de Ninguém » Críticas

Estreia: 22 de outubro de 2015
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Críticas

14 críticas

Independentemente de gostar ou não, é impossível sair de um filme de Villeneuve sem um debate, o que, já dizia Ingmar Bergman, é mesmo o que de mais importante o cinema pode alcançar.

O canadense Denis Villeneuve segue em Sicario - Terra de Ninguém (Sicario, 2015) uma carreira dedicada a enervar o espectador como poucos no cinema contemporâneo.

Com um todo, Sicario é um bom filme. Tecnicamente bem feito, bem interpretado e bem dirigido, trata com competência as dúvidas morais existentes na atual conjuntura política e diplomática orquestrada pelos Estados Unidos.

Sicario: Terra de Ninguém não é a novidade que pensa ser ao trazer um olhar já conhecido sobre as práticas amorais de combate ao crime organizado, mas eleva-se acima do lugar comum graças ao apuro de Villenueve e ao trabalho de Emily Blunt e Benicio del Toro.

Aquele começo dá lugar a um filme aborrecido, com desenvolvimento desinteressante. Apesar da tocante e desesperançosa mensagem, que vê um problema conhecido como única solução para outros problemas, há muita conversa e pouco envolvimento.

Denis Villeneuve tem boas mãos para construir um ambiente de suspense em seus filmes e, em Sicario: Terra de Ninguém, ele tentou manter este clima onde não conseguíamos entender as reais intenções dos personagens.

Em Sicário, outra vez, o diretor canadense oferece seu niilismo perverso como fruto de compreensão - quais ações levaram os personagens a chegarem até aquele ponto.

Como thriller sobre crime, Sicario: Terra De Ninguém cumpre muito bem sua função, especialmente por tratar do tema de forma realista. (...) Só que apesar do longa funcionar, ele tem elementos genéricos demais e, por isso, não pode ser considerado como o filme definitivo sobre o assunto.

A sequência da fronteira não apenas é visualmente irretocável como também tematicamente fundamental para desenvolver os elementos que fazem Sicario uma obra-prima.

“Sicario: Terra de Ninguém” pode ter o estreante Taylor Sheridan como autor do roteiro, mas há aqui um domínio tão pleno de toda a situação que um temor se dissipa: o de nunca mais vermos Villeneuve à altura de “Incêndios”. E o feito é atingido em um narrativa de alta voltagem, quase sem pausas para a retomada de fôlego.

Evitando transformar os agentes do FBI em heróis moralmente infalíveis e caracterizar os traficantes como vilões unidimensionais, Sicario - Terra de Ninguém surge como uma obra intensa e cheia de energia que se torna ainda mais obrigatória graças à forma adequada com que relata o caos existente na guerra contra as drogas.

Por mais que tente quebrar clichês e apesar da boa atuação de Emily Blunt, o filme não consegue evitar a imagem feminina de fragilidade. Sua boa ambientação da guerra contra o tráfico fica, assim, reduzida à dicotomia entre homens opressores e uma mulher oprimida.

Os grandes planos aéreos do deserto mexicano na fronteira com os Estados Unidos, ao mesmo tempo que reforçam a fragilidade de um muro que não consegue conter o avanço da droga (e seus fornecedores), buscam enfatizar visualmente a nebulosa divisão entre quem está do lado dos policiais e quem está do lado dos criminosos.

Assim como a protagonista, o espectador entra num terreno pantanoso. Pouco se sabe o que ela vai encontrar pela frente e qual será sua reação no contato com o tratamento dispensado pelos agentes americanos aos criminosos.