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Polissia » Críticas

Estreia: 21 de setembro de 2012
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78
T-Kritz
Baseada em 13 crítico(s)
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Críticas

13 críticas

Com exceção do final, que investe desnecessariamente no melodrama (enfraquecendo o resultado), “Polissia” entrega uma experiência difícil, original e inesquecível.

A principal falha de Polisse é esvaziar os casos reais para dar aos pequenos dramas dos policiais uma gravidade que eles nem sempre têm.

Com um elenco homogeneamente soberbo (o que inclui os atores mirins em pequenas e fortes participações), Políssia se revelou, com sua complexidade temática e sua abordagem narrativa fascinante, um dos melhores trabalhos exibidos no Festival do Rio de 2011.

Polissia é um violento retrato de uma realidade que certamente é ainda mais sórdida e complexa. Um mundo de extremos, onde a amizade entre colegas de trabalho é o ponto de apoio para homens e mulheres que chafurdam no pior que a sociedade pode produzir.

Com sua força particular e ótimos momentos, Políssia é um filme que traz temas importantes e boas reflexões, tudo isso de uma forma bastante sensível. Um filme verdadeiro como muitos documentários não conseguem ser.

(...) um dos filmes mais importantes do ano, que não satisfeito só em documentar um problema social e familiar atemporal, o faz com intenso envolvimento humano. Isto desde os excepcionais créditos inicias ao desfecho ao mesmo tempo amargurado e esperançoso.

É curioso que o papel da diretora Maïwenn frente às câmeras em Políssia seja tanto um dos pontos negativos do filme como também o ponto de perspectiva que, se assumido por uma equipe de documentaristas, transformaria este projeto em algo muito mais interessante e sólido do que sua “versão” ficcionalizada.

(...) mais do que relatar casos de pedofilia ou abusos de menores um atrás do outro, Polissia ganha pontos ao exibir como tais situações influenciam os próprios policiais envolvidos. Suas reações, absolutamente humanas, refletem em vários casos o próprio espectador em sua surpresa diante do ocorrido, criando uma certa identificação (...)

O filme tem qualidades, é verdade, mas também muitos problemas.

É louvável o trabalho de Maïwenn, produção e elenco, que criam uma obra corajosa, sincera, emocionante e imprescindível, cujo epílogo é capaz de dar um nó na cabeça do espectador e dar margem a prováveis – e acaloradas – discussões.

A novata Maïwenn procura avançar não apenas em aspectos mais intensos e dramáticos, como também busca harmonizar ares mais vivos e naturais – proporcionando para o espectador uma experiência que é rica na área central do longa-metragem (a atuação daqueles policiais) e estimulante pelas adjacências que envolvem os protagonistas.

Polissia funciona mais em suas partes isoladas, quando visto pelo conjunto. Até porque o clímax e sua cena final parecem bastante apressados, sem uma construção dramática mais convincente.

“Polissia” é um trabalho maduro e acachapante que, cravado em uma política de filmagem sem firulas, promove a reflexão e, principalmente, incomoda por concluirmos que a realidade dos fatos e o despreparo daqueles que deveriam combater esses problemas não estão tão distantes do que aqui é mostrado.