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O Som ao Redor » Críticas

Estreia: 04 de janeiro de 2013
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Críticas

27 críticas

Irandhir e W.J. Solha (que faz o avô de João) seguram as pontas, mas a maioria dos atores é tão fraca que nem o realizador consegue contornar as deficiências.

O que faz a riqueza dessa obra não é uma intriga propriamente, mas a rede de relações estabelecidas entre uma série de personagens e acontecimentos aparentemente sem importância.

Como bom crítico, Kléber Mendonça Filho sabe colher as melhores influências para seu trabalho, e depois de quatro curtas premiados em festivais, ele agora pode, a partir da consagração internacional de O Som ao Redor, fazer do seu estilo uma assinatura própria.

O Som Ao Redor é, sem dúvidas, um dos melhores filmes brasileiros dos últimos tempos. É incrível como o som é o guia e a liga dessa história de uma maneira tão particular e bem realizada. Em seu primeiro filme de ficção, depois do documentário Crítico, o crítico Kleber Mendonça Filho definitivamente se torna um cineasta a ser acompanhado.

A variedade de personagens que o roteiro nos apresenta (analisados como um conjunto), compõe uma sinfonia que atrai e demonstra em suas sutilezas, o profundo amor pelo cinema. Saímos perturbados da sessão, com a consciência de termos nos identificado com aqueles seres.

Não fosse pela análise apurada de um Brasil cada vez mais ao hostil ao convívio social, "O Som ao Redor" já seria um filme relevante pelo simples fato de ser um exercício cinematográfico de primeira, marcado por uma precisão técnica e domínio narrativo raros no cinema nacional atual.

Já inertes demais para gritar, nos resta terminar tudo em um estouro, um dos muitos ruídos que cortam a noite. Para o pior tipo de surdo, aquele que não quer ouvir, não há nada pior que os sons vizinhos. E Kleber cruelmente nos obriga, após a maré lenta e intensa de vozes e ruídos, a ficarmos com o nosso próprio silêncio.

Uma obra-prima que aborda medo, insegurança e angústias e converte esses sentimentos em um rico material reflexivo sobre a sociedade corrompida que está ao nosso redor.

O que surpreende na onda de admiração que este filme vem obtendo não é a competência artesanal , mas o endeusamento do lado “sociológico” do roteiro que, pela enésima vez, bate na classe média com ironia nem sempre sutil, apontando a identificação com as classes dominantes, seus preconceitos e conservadorismo reacionário.

O Som ao Redor foi aclamado por prêmios e críticas ao redor do mundo. Com o cotidiano de Boa Viagem, o filme expressa grande parte da história brasileira através de problemas modernos.

O Som ao Redor nos remete a nossos problemas como indivíduos em comprar mais do que precisamos, fugir do que não nos atinge e clamar por uma falsa tranquilidade momentânea. Para Mendonça, se não formos forte o bastante para ver o lado do mais fraco e pararmos de olhar apenas para nós mesmos, algum dia alguém chegará para cobrar essa dívida.

Para alguém que se dedicava em analisar com rigor obras cinematográficas lançadas em circuito nacional, é um risco se submeter no papel de vidraça. O que permite que a troca de funções seja mero detalhe é a dedicação de Kleber em manter a boa reputação do cinema pernambucano e ainda realizar um projeto em que se reconhece uma assinatura de autor.

O som ao redor, por mais óbvia que possa parecer a frase diante de tal título, é um filme barulhento. Quase que o (único) personagem central da trama, o barulho de tudo o que ocorre, presente em todas as histórias desse mosaico[...]

Kleber Mendonça Filho fez uma obra-prima, um filme que tem muito a dizer sobre o estado de coisas contemporâneo do país.

"Dessa maneira, O Som ao Redor é o debut de Kléber no formato. Vem angariando prêmios e aplausos em diversos festivais pelo mundo. Será que “perdemos” um crítico arguto e “ganhamos” um cineasta não menos interessante?"

Bonito, divertido, assustador e cativante. O Som ao Redor é um dos melhores filmes brasileiros dos últimos tempos.

Estabelecendo-se como um filme sobre anseios, angústias e aspirações de uma classe social que parece incerta de seu papel no mundo, O Som ao Redor também é uma narrativa sobre a perda de nossas raízes ou, no mínimo, da triste destruição de nossa história.

A vida dos personagens, sua atitudes e também apatias e tédios diante das próprias existências são os responsáveis pela dinâmica asfixiante deste filme, por que não dizer, de horror. E o assustador e temerário aqui está na familiaridade que O Som ao Redor desperta na gente.

Uma obra complexa, capaz de invadir a nossa vida e reforçar a relevância do cinema vindo de Pernambuco.

O Som ao Redor é quase um oásis em meio a um deserto de lugares comuns e fórmulas saturadas. Chega a ser recompensador estar diante de uma obra autoral, que em nenhum momento subestima a capacidade intelectual de seu espectador!

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