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O Palhaço » Críticas

Estreia: 28 de outubro de 2011
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T-Kritz
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Críticas

32 críticas

(...) a eficiência de O Palhaço reside mesmo em sua capacidade de levar o espectador a amar seus personagens e a se emocionar diante da emoção destes. E por este motivo, sou profundamente grato a Mello e sua equipe por terem me convidado a visitar este universo e a conhecer aquelas figuras tão comoventes e adoráveis.

Homenagens belas, dignas de um jovem cineasta inteligente, que entende a importância de sua função, que tal qual a do protagonista, existe essencialmente para orgulhar-se do passado e garantir conforto (e reconhecimento) para as futuras gerações (representada no filme pela jovem Larissa Manoela). Parabéns Selton!

“O Palhaço” tem tudo para figurar ao lado de grandes filmes com temática regional que tonaram-se sucesso de público e crítica, como “O Auto da Compadecida” e “Lisbela e o Prisioneiro”. A grande diferença entre eles está na sensível carga dramática colocada por Selton em seu produto. Afinal, quem vai fazer o palhaço rir?

Embora existam no texto piadas aqui e acolá, a essência do longa não está no riso. Flertando com o universo chapliniano, seja pelos silêncios, olhares ou gestuais, Mello acertou na sua composição e na inclusão de personagens curiosos. Sério e lúdico na dose certa. Um programão para o respeitável público.

"O Palhaço", bem escrito e dirigido, consegue extrair duas grandes interpratações, tanto de Mello, e principalmente do experiente Paulo José, que no papel do pai de Pangaré, entrega uma performance emocionante. Ainda vale destacar a participação de Moacyr Franco em sua estreia na grande telona.

Selton mostra – na frente e atrás das câmeras – um sedutor equilíbrio entre a angústia de um personagem atormentado e a leveza de uma vida cigana abençoada por aplausos.

(...) Selton Mello havia dito (...) que esperava que a delicadeza de O Palhaço se espalhasse por todos os presentes, “como uma coceira”, em suas palavras. A julgar pela qualidade do filme, o Brasil todo irá se coçar com esta estreia.

Através de uma direção sensível de Selton Mello, com muitas cenas silenciosas feitas para serem apreciadas, "O Palhaço" se torna o melhor filme nacional do ano, e entra para a lista dos grandes de 2011 como uma obra singular ao compor um final poético que transborda vitalidade e nos faz sair do cinema renovados (...).

O que torna o filme particular, e não só um apanhado de (boas) referências, é que elas estão servindo em O Palhaço para fazer um elogio autêntico da tradição brasileira do humor verbal.

Destaca-se a competência desse cineasta que, antes de completar 40 anos, dirige atores com a habilidade de um veterano, conseguindo surpreendente uniformidade nas atuações de profissionais tarimbados e interpretes iniciantes. E, acima de tudo, montando um fascinante painel visual desse interior brasileiro em que beleza e pobreza não se excluem mutuamente.

O Palhaço é um filme sensível como poucos no cenário nacional. Consegue nos envolver em uma história emocionante e extremamente simples. As piadas são bem colocadas, não caem no clichê, não usam palavrão, sexo ou escatologia. É construído com a inocência da arte circense. Da tradição do clown. Da beleza das descobertas da infância.

O resulto foi uma comédia de tom dramático, do riso sincero, como aquelas arrancadas pelos palhaços, mas que esconde a dor de alguém que não sabe para o que nasceu. Selton brilha na direção e na tela. Com um quê de Fellini, talvez seja um de seus melhores trabalhos como artista, senão o melhor.

Respeitável público, é realmente uma honra resenhar um filme tão belo quanto esse. É incrível o bom rumo que o cinema brasileiro tomou de uns tempos pra cá e O Palhaço faz parte dessa trajetória bem-sucedida.

Além de emocionante e magicamente dramático, Selton Mello tem um olhar fantástico para composição e a montagem de quadros. (...) Mostrando-se um diretor genial, Selton Mello também compõe planos gêmeos que não apenas criam rimas temáticas importantes como ressaltam o comprometimento e dedicação de Pangaré. (...) uma viagem que jamais recusaria de realizar novamente.

Selton Mello parece ser um daqueles que já encontrou aquilo que sabe fazer bem e, consagrado como ator e dono de uma filmografia pequena, mas impecável e diversificada, como diretor, se estabelece cada vez mais como um dos maiores nomes do cinema nacional.

E o palhaço o que é? Ladrão de mulher. A frase célebre permeou o imaginário popular durante anos e fez a fama dos palhaços no folclore nacional, mas é a imagem do palhaço triste que ganhou força nos últimos tempos. Levar alegria e esconder a tristeza por trás de um sorriso. Quem está por trás da maquiagem?

Aquele homem que pinta um sorriso em seu rosto, pois já não pode mais fazê-lo, iludindo o público com uma alegria falsa enquanto por dentro está num abismo emocional. O Palhaço acaba rebuscando tal iconografia e significados, onde o cineasta utiliza-o como “veículo” para abordar a crise existencial e, porque não, de criatividade do artista.

Nitidamente inspirado naqueles nacionais populares capengas que vão desde Mazzaropi até Os Trapalhões, explora a relação entre a família e suas contradições. O contraste entre o circo e a realidade é menor do que se imagina, com a diferença que na realidade, mais cruel, encontra o riso na tragédia.

Trilha sonora, sonoplastia, figurino, fotografia e direção de arte são dignos de reconhecimento de altíssima qualidade. Tudo foi trabalhado no mínimo detalhe e a riqueza das imagens são nítidas aos olhos de quem as assiste. As atuações estão impecáveis e a dupla formada por Paulo José e Selton Mello merece destaque (...).

O Palhaço” infla o espectador de nostalgia e faz com que os grandes filmes, notáveis por sua simplicidade, sejam rememorados. É um filme para assistir sem ressalvas e, certamente, uma das melhores coisas feitas no ano.

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