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O Grande Hotel Budapeste » Críticas

Estreia: 03 de julho de 2014
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Críticas

24 críticas

O Grande Hotel Budapeste é um banquete para os olhos. O mundo pitoresco de Wes Anderson foi criado para parecer uma maquete perfeita, que alimenta os sonhos de quem é fã dessa estética minimalista.

Olhando para trás, de outro modo, em outra proporção, Wes Anderson avista a aurora do cinema europeu, um pouco de Lubitsch, um tanto de Wilder, afinal um esmaecido caleidoscópio clássico de situações e atores. E, sim, uma prosopopeia do qual se diverte adoidado

Com aquele toque de fantasia que toda película assinada por Wes Anderson possui, O Grande Hotel Budapeste é um trabalho superficialmente simplista mas profundamente encantador. Seguindo a mesma linha de seu trabalho anterior (Monrise Kingdom), Anderson persiste em sua receita básica e consegue agora atribuir um brilhantismo à seu show.

O Grande Hotel Budapeste é, em resumo, enorme no que geralmente se faz pequeno e extremamente instintivo para as sensações. É lindo – e esse adjetivo basta (caso a pressa ou a disposição de fazer um comentário seja excessiva).

Além da narrativa ágil e do humor abrangente, a paleta de cores usada na brilhante direção de arte enche os olhos e cria um visual acachapante. A simetria dos enquadramentos tende a colocar Anderson entre os realizadores contemporâneos plugados no preciosismo estético.

As construções cênicas de O Grande Hotel Budapeste são talvez as maiores conquistas que Anderson teve como diretor até hoje. Como em Moonrise Kingdom, todas as sequências fluem com a graça das melhores brincadeiras infantis. São longas, grandes e difíceis sequências de fuga e perseguição. Anderson as domina todas, com verdadeira maestria.

De certo modo, O Grande Hotel Budapeste é uma homenagem ao próprio ato de se contar histórias, justificando um formato dentro de outro e dentro de outro.

Um exemplar coerente, sim, mas também tímido, da sensibilidade artística peculiar de seu realizador.

Sem a forma, o estilo, O Grande Hotel Budapeste jamais funcionaria. Felizmente, o Cinema é uma Arte grandiosa e abrangente, permitindo em todos os seus recursos a realização além da trama.

Em O Grande Hotel Budapeste, Anderson realiza uma produção que retrata um trabalho meticulosamente elegante que acaba se sobressaindo, mas que devido sua abordagem bastante teatral em toda sua trama, tanto nas atuações quanto na condução de cenas, o filme perde um pouco sua elegância para dar vida a um universo um tanto farsesco e alegórico.

O que importa é a memória do que permanece, de tudo aquilo que se vê e que não se esquece, como uma luz que se acende uma única vez para iluminar um rosto - efeito que Anderson usa um par de vezes ao longo do filme e que já resume em si só todo o encantamento que o cinema provoca.

Por trás das gags visuais esplendorosas e os desdobramentos planejados com uma astúcia singular, há no âmago de “O Grande Hotel Budapeste” uma representação muito especial sobre uma necessidade inerente a qualquer indivíduo: a preservação da memória.

E O Grande Hotel Budapeste encontra sua parte mais alta quando deixa a encenação cômica em segundo plano e decanta encantamento duma história onde a tônica, invariavelmente, são as perdas.

Wes Anderson (de Moonrise Kingdom e Os Excêntricos Tenenbaums) é certamente um dos diretores e roteiristas mais originais da cena atual. Seu cinema é inconfundível, expressivo e carregado de uma visão artística que o distancia da mesmice, proporcionando ao espectador, quase que invariavelmente, uma experiência recompensadora. Assim é Grande Hotel Budapeste: cinema inspirado para se curtir de mente aberta.

“O Grande Hotel Budapeste” está aí para mostrar. Anderson acelera e diminui o ritmo, alterna entre narração e dramaturgia, interrompe diálogos que parecem inconclusos, mas que se complementam com as imagens. Há planos e contraplanos aos montes, e os personagens volta e meia falam para a câmera, como se estivessem saindo de cena para conversar com o espectador.

The Grand Budapest Hotel (no original) é um longa para todos os públicos. Emociona e diverte na mesma medida e ainda é um deleite para os olhos.

O Grande Hotel Budapeste é um filme homenagem. Um resgate de uma Belle Époque perdida em um mundo imaginário e cheio de surpresas que nos envolve e diverte. E até mesmo emociona e faz pensar.

O Grande Hotel Budapeste é uma criativa e divertida comédia que se beneficia de seu competente elenco e da visão estilística e narrativa do diretor Wes Anderson, criando um universo e uma trama cheias de carisma e identidade própria.

Com elegância e finíssimo humor, Anderson cria uma obra ao mesmo tempo ligeira e perspicaz. E a inspirada trilha sonora de Alexandre Desplat colabora para o sucesso.

Anderson abre seu leque sem nunca se afastar do tema central, a importância e valorização dos costumes. A atenção prestada pelo protagonista às pequenas coisas reflete o cineasta, que se importa com cada pequeno detalhe do que compõe suas obras.

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