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O Abrigo » Críticas

Lançamento: 20 de junho de 2012
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T-Kritz
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Críticas

11 críticas

Trilhando o percurso minimalista da investigação do íntimo de seu atormentado protagonista, o brilhante O Abrigo é uma poesia alucinatória sobre o apocalipse pessoal presente nos nossos piores pesadelos.

É um filme de nossa época, nadando contracorrente do cinema contemporâneo por não se ater a gêneros, preferindo reiventá-los a fim de atingir significados maiores que eles.

“O Abrigo” é daqueles filmes que fazem você discutir numa roda de amigos durante semanas, sobre as várias possibilidades e interpretações. O roteirista e diretor Jeff Nichols cria um impecável conto com elementos de “Além da Imaginação” e um “pé” fincado em nossa realidade (...), mostrando como a sociedade moderna vive em silencioso terror (fabricado?).

O final em aberto pode provocar a sensação de que o espectador foi tapeado. Na verdade, ele apenas representa a tempestade que cada um guarda dentro de si. Um pequeno grande filme.

O momento final é tão terno e comovente, que até para os mais céticos, fica difícil não crer em uma Força que titereia os nossos destinos.

O diretor e roteirista Jeff Nichols explana um assunto bastante utilizado no cinema, a saúde mental, de uma maneira bem enfocada num personagem e sua mutação, à medida que vai tomando consciência de sua condição.

O Abrigo acaba sendo uma cruza bizarra e interessante entre Campo dos Sonhos e Alucinações do Passado em um episódio de Fringe.

O roteiro de O Abrigo é de uma excelência soberba, ele consegue nos manter durante todo o tempo presos à dúvida angustiante, que surge em relação à sanidade mental do personagem principal; em diversos momentos ele nos dá pistas que favorecem uma outra das possibilidades, sem com isso afirmar ou desmentir nenhuma delas.

Confesso que mesmo tendo admirado demais o longa, ainda poderia esperar mais dele. O zum zum ao seu redor me fazia imaginar estar diante de algo marcante para o cinema, mas estava diante de algo incrível, excelente, porém não sensacional.

Com ótimos protagonistas promissores como Michael Shannon e Jessica Chastain, e o roteiro criativo, e direção segura do novato Jeff Nichols, O Abrigo é um dos melhores filmes do ano. A ambiguidade entre realidade e loucura que o diretor usa como reflexo do tormento do protagonista, fazem da obra uma das mais inquietantes e tensas do gênero em anos.

Isso é maestria cinematográfica. Do tipo que fica na cabeça muito tempo após o término da obra. Não por causa da dúvida que Curtis enfrenta. Não. Mas sim da certeza de algo terrível se aproxima.