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Mad Max: Estrada da Fúria » Críticas

Estreia: 14 de maio de 2015
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T-Kritz
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Críticas

14 críticas

Muitos filmes dentro de um só, narrado em um ritmo alucinante onde as imagens falam realmente mais do que mil palavras. E onde ficamos com a questão em tela “Aonde devemos ir, nós que peregrinamos buscando o melhor de nós?”

Estrada da Fúria é, em sua essência, uma gigantesca sequência de perseguição, um clímax constante de 120 minutos intercalados por alguns – poucos – momentos de descanso. É Mad Max elevado a quinta potência, com um diretor tão seguro e confiante em seu trabalho que até mesmos os momentos mais surreais do filme soam completamente orgânicos a trama.

Mad Max: Estrada da Fúria é uma intensa, insana e veloz perseguição, beneficiado por bons personagens e uma ambientação bem construída.

Em Estrada da Fúria, Miller organiza as gangues em estratos econômicos e sociais aparentemente mais complexos, combinando industrais e religiosos messiânicos numa harmonia possível no caos (o mundo certamente vai acabar antes do capitalismo), mas a grande magia de Mad Max é que a arena os iguala.

Trinta anos depois do último filme da franquia e sem Mel Gibson, é possível dizer, sem medo de derrapar, que esse longa é digno da marca que cruzou gerações.

Exageros, acrobacias e personagens excêntricos são elementos primordiais que fazem dessa produção algo magnífico. Assim como o mundo onde sua história é ambientada, Estrada da Fúria é lindo e brutal, mas não é para os fracos.

A impressão que se tem é que George Miller passou anos analisando friamente tudo aquilo que estava errado nos filmes de ação contemporâneos no intuito de corrigi-los e transformar esta quarta desventura do Guerreiro do Asfalto numa das obras mais arrebatadoras, impressionantes e irrepreensíveis já testemunhadas neste gênero.

E conseguiu.

"ele [Mad Max] levanta bandeiras sem cair no sentimentalismo barato e é artesanalmente atencioso em ser provocador, urgente, agressivo e desagradável. Miller eleva os parâmetros do gênero novamente, para ser visto e revisto na tela grande."

Ao invés de entregar mais do mesmo – como tem sido de praxe nas continuações do que hoje se chamam “franquias” - George Miller apenas retoma o universo que ele mesmo desenvolveu nos 3 primeiros filmes Mad Max, mas cria algo totalmente novo. Estrada da Fúria não é, portanto, nem uma continuação nem um remake. É um novo capítulo.

Miller mostra a dor e o desejo desses corpos em conflito na pele e na carne dos personagens, sem muitos diálogos, e é através da pele e da carne que nós fruímos essa obra-prima que é Mad Max: Estrada da Fúria. E sobre os machistas ofendidos com o filme: o choro é livre.

É preciso muita coragem para transformar Max em um coadjuvante de sua própria história, algo que Miller faz sem qualquer cerimônia ao avaliar a potencialidade de sua Imperatriz Furiosa.

Tavez a Tina estivesse enganada, afinal, Mad Max precisava sim de um novo herói para voltar com força total. Resta decidir se este é o personagem título ou a determinada Furiosa.

Vibrante. Mad Max: Estrada da Fúria é a ópera selvagem da brutalidade.

Os produtores não só fizeram justiça aos originais como criaram o melhor filme da franquia. Isso mesmo, não há discussão.