Gostou do nosso site?
Então curta!

Era Uma Vez na Anatólia » Críticas

Estreia: 24 de maio de 2013
Assista ao trailer Comentários0 Acessos 264
Marcar 'favorito' (precisa estar logado)1Marcar 'quero ver' (precisa estar logado)3Marcar 'já vi' (precisa estar logado)7Marcar 'não tenho interesse' (precisa estar logado)0
89
T-Kritz
Baseada em 7 crítico(s)
Aclamado pela maioria.
Incorporar T-Kritz
Após fazer sua seleção, copie e cole o código de incorporação acima. O código muda de acordo com a seleção.
Padrão Pequeno
Minha Avaliação
0102030405060708090100 Escreva uma crítica (precisa estar logado) Deixe um comentário (precisa estar logado)

Críticas

7 críticas

Ceylan realiza um filme poderoso porque faz uma associação que pode nos parecer óbvia - a morte como recomeço - para tratar da "nova Turquia", mas para os personagens não há nada de óbvio nesse desafio de enterrar o passado. A eles cabe avançar devagar no escuro, com seus faróis.

Era uma Vez em Anatólia é uma obra encantadora e hipnótica cuja sensibilidade pode ser resumida no lírico plano que acompanha uma maçã rolando por uma colina até cair num riacho, sendo levada pela correnteza livremente até parar numa poça que já traz várias outras frutas apodrecidas (...).

À parte esses acontecimentos da reta final, Era Um Vez na Anatólia é um filme espetacular, muito bem dirigido e com atuações maravilhosas. Um duro e incômodo "era uma vez".

(...) realizar um filme que vai a contramão de clichês, rigoroso na construção dos personagens e distribuindo qualidades técnicas não é mesmo pouca coisa. É muita.

O registro detalhista de Ceylan, que pode ser um teste de paciência para os espectadores mais ansiosos, retrata o desespero silencioso que paira sobre a jornada. Mas eis que, na última parte da história, a crônica aparentemente simples ganha a dimensão de uma tragédia.

Este filme insuportavelmente belo, angustiantemente filosófico e reflexivo torna-se uma espécie de ícone do culto artístico ao criador, representando seu exemplo mais didático, e também apontando para seu eventual limite. Para o bem ou para o mal, o filme constitui um marco da noção contemporânea de cinema de qualidade.

Ao final, em Era uma vem em Anatólia se revela como suas partes são importantes para compor o seu todo. É verdade que poderia subtrair uma ou outra cena, mas é exatamente desses momentos aparentemente desnecessários que a vida é composta. Os personagens podem até se encerrar num limbo, mas encontrar forças para sair se torna o verdadeiro consolo.