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Elena » Críticas

Estreia: 10 de maio de 2013
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T-Kritz
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Críticas

12 críticas

Ao fim o filme nos deixa mesmo com a certeza de que a Elena de Petra foi uma perda irreparável, uma morte provocada por sentir demais.

Ao retomar os passos da irmã sob o risco de se perder, a cineasta reinventa para si uma outra vida — e esse lindo primeiro filme é a expressão dessa reinvenção.

Nostálgico. Poético. Encantador. É impossível não se emocionar aqui. Por mais que seja algo muito pessoal, é também um tema universal, afinal todos tivemos experiências próximas com a morte, perda e tristeza. A identificação é imediata.

Um filme para ver, chorar e refletir, sem esquecer. Só assim para se ter a plena compreensão do que aconteceu e seguir em frente de alma e consciência limpa. Belíssimo, não apenas o filme mas a postura assumida pela diretora ao encarar de frente o mistério que rodeava sua irmã, Elena.

Um filme incondicionalmente individual, mas com grande comunicação com a audiência. Um compartilhamento de vivência pessoal, ao contrário de muitos filmes autocentrados e com pouco ou nada a dizer para quem se propõe e vê-lo e não vivenciou seus acontecimentos. Da estante da diretora para as telas de cinema com todos os méritos.

O documentário Elena, mais que um filme, é um ritual de exorcismo de uma irmã buscando meios para lidar com a perda de outra.

Elena tinha um sonho e lutou para que ele se tornasse realidade, de sua parte não faltou esforço nem dedicação, mas o simples passar dos dias, em um espaço de tempo relativamente curto, se encarregou de mostrar para ela que havia um mundo de solidão, dor e frustração entre o aconchego do lar que ela deixou e o que ela perseguia com tanto afinco.

Relatado com afeto através da suave e doce voz de Petra Costa, Elena não é somente um documento pessoal, um exercício de acerto de contas. Mesmo a trama abordando problemáticas pessoais de sua corajosa realizadora, o virtuoso apanhado demonstra propriedade para transcender suas limitações quanto conteúdo fechado e se tornar de caráter universal.

Elena é muito mais que um documentário, é uma poesia. É mais que uma projeção, tem tato e é sensitivo. Emociona porque é comum à vida de qualquer um dos espectadores. Além disso, é de uma competência técnica invejável aos companheiros cineastas brasileiros.

Elena é o filme que Émile Durkheim teria escrito se fosse roteirista de Cinema.

Elena é um filme que esconde diversos outros filmes. Sensações, emoções, lembranças, receios, traumas. A eterna redescoberta e aprendizado da vida.

Apesar do excesso de cacoetes de fitas de arte (são muitas as cenas desfocadas, além da narração em off excessiva), Petra usa um rico acervo de imagens para compartilhar com o público a dor da perda e as tentativas difíceis de superação.