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A Criada » Críticas

Estreia: 12 de janeiro de 2017
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Críticas

8 críticas

O uso de elementos de diferentes gêneros cinematográficos é uma das especialidades do bom cinema sul-coreano que Park Chan-wook utiliza com maestria. Seu “A criada” é uma produção moderna, que lida com várias possibilidades de uma narrativa cinematográfica.

O realizador se distancia do convencional “filme de trapaceiros” usando erotismo, perversões e violência num roteiro bastante engenhoso que, na metade, dá uma guinada surpreendente. Visualmente também é muito atraente, com sua detalhista recriação de época.

Assim como em Carol, Park se preocupa com a sensação de cada personagem e com a leveza da paixão em contraste com o descontrole do tesão. Um paradoxo lindo para se filmar. E que o cineasta faz como poucos.

Park Chan-wook apresenta um produto de aparência muito mais refinada, com atuações excelentes e cenas eróticas incrivelmente bem filmadas. Mas a história constitui uma travessura juvenil. Quem estiver disposto a embarcar no jogo, pode tirar proveito da jornada de 2h30 de duração.

Com trilha sonora de arrepiar e visual incrível, A Criada, é, sem dúvida, um dos melhores filmes do ano e merece ser visto não só pela qualidade técnica, mas também pela narrativa firme, ótimo desenvolvimento de personagens, mistério e impacto causado pela trama. Sem deixar momentos de bom-humor de lado.

Sem ninguém esperar, Park Chan-wook entrega o romance mais arrebatador dos últimos tempos.

Dividido em três partes, ao longo de enérgicas 2h25, o filme sobrepõe pontos de vista, deixando claro que ninguém falou a verdade desde o começo. (...) Em todas as partes, transparece o alto quilate da produção técnica (a fotografia, figurinos, iluminação e montagem são primorosos) e a mão firme do diretor de 53 anos.

A Criada se mostra um hábil conto de vingança e resistência diante de um abuso sistemático, engrandecido pela estrutura que mantém incertas as intenções de seus personagens e vai aos poucos nos revelando a sordidez do universo em que habitam.