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12 Anos de Escravidão » Críticas

Estreia: 21 de fevereiro de 2014
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Críticas

23 críticas

Ao final, o terceiro filme de McQueen não apenas é seu melhor até aqui, mas um dos melhores dramas já realizados sobre algo que, quase 200 anos depois, segue lamentavelmente tão atual.

A maior virtude do longa é realmente levar o espectador a confrontar o mundo aterrorizante ao qual submetíamos indivíduos que continham mais melanina em sua pele do que o que julgávamos aceitável.

Um dos melhores filmes que você vai ver no cinema em 2014.

É por isso que 12 anos de escravidão assume um papel tão importante e nunca antes visto no cinema. Pela anonimidade que Solomon Northup representa, sendo sua história a vida de todos os negros humilhados por aquela arrogância que ainda rasteja entre nós.

O drama 12 anos de escravidão é, ao mesmo tempo, tão familiar e tão único no seu retrato da escravidão nos Estados Unidos. Familiar ao abordar um assunto tão caro ao cinema – mas único, em sua abordagem sem meios-termos ou concessões.

Há uma falha grave: pouco se sentem os doze anos em que Solomon ficou longe da família, e o reencontro deles parece emocionalmente forçado. Entre as qualidades, o diretor Steve McQueen (de Shame) extrai o melhor de seu casting, expõe abertamente o tratamento dispensado aos negros e compõe o registro com cenas fortes.

O choque usado como ferramenta discursiva, mesmo não tão eficaz quanto em “Manderlay”, surte efeito pelo modo gráfico como McQueen o exibe e pelo empenho de três intérpretes muito especiais: Chiwetel Ejiofor, Lupita Nyong’o e Sarah Paulson.

Não acredito que seja necessário ratificar, em uma introdução, que a escravidão esteja oficialmente abolida desde 1863 nos EUA, com a Proclamação de Emancipação de Abraham Lincoln, realizada durante a Guerra Civil Americana (mesmo já o fazendo com essa afirmativa). [...]

Chocante, emocionante, e surpreendentemente realista, "12 Anos de Escravidão" entrega talvez a melhor experiência em termos de escravidão.

12 Anos de Escravidão dispensa heróis e atos de grandeza humana. A História do período é aqui contada por corpos negros pendurados em árvores, por chibatadas, ferimentos e homens nus expostos à vitrine. McQueen prefere a retratação fria e crua da maldade banalizada em leis e costumes e do horror da angustiante complacência do silêncio.

Se estabelece, não apenas por falta de concorrentes, mas por suas próprias qualidades narrativas, como o filme definitivo sobre um capítulo da História humana que, revelando o pior lado de nossa natureza, precisa ser sempre lembrado a fim de que evitemos erros futuros como espécie.

12 Anos parece ser um filme bem menos impactante após a sessão, principalmente por dar tanta importância à concepção de Solomon como homem livre e nobre (o que ele obviamente não era).

O novo filme do diretor britânico Steve McQueen é uma adaptação das memórias de Solomon Northup, um homem negro livre do norte de Nova York, que foi seqüestrado, enviado para o Sul e vendido para o dono de uma plantação da Louisiana em 1841.

Fosse apenas por seu valor histórico, 12 Anos de Escravidão mereceria todos os prêmios que quisessem dar para ele e mais alguns outros. Como uma obra avaliada apenas por seus méritos dentro da sétima arte, o filme de McQueen continua merecedor do maior prêmio do ano.

O que McQueen faz, ao adaptar fielmente o livro de memórias de Northup, é dar voz a um homem que perde sua liberdade e se torna vítima e observador dos limites a que se pode chegar a estupidez humana.

Baseado em livro do próprio Solomon Northup, 12 Anos de Escravidão não é um filme fácil. Mas definitivamente, vale o desafio.

12 Anos de Escravidão consegue nos contar uma história impressionante, cheia de sofrimento e questões sociológicas sem cair no caminho mais fácil do melodrama apelativo.

Não dá para dizer que 12 Anos de Escravidão é o melhor filme de McQueen, mas certamente é um reconhecimento preciso de uma carreira próspera.

Há 21 milhões de pessoas em escravidão enquanto estamos sentados. Espero que, a 150 anos a partir de agora, a nossa ambivalência não permita que outro cineasta faça este filme.” Steve McQueen no Bafta.

Talvez seja apressado classificar esse drama do britânico Steve McQueen como o melhor filme já feito sobre a escravidão. Mas é, sem dúvida, uma visão perspicaz e muito inteligente sobre o tema.

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